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Primeiramente,
devemos falar sobre o contexto. A criança ficou, até então, mais tempo com sua
família em sua própria casa, seu tempo era mais para os familiares do que
necessariamente com a sociedade. A partir dos 6 anos, na maioria das vezes, as
crianças passam a frequentar mais a escola, e é nesse período que a criança
passa por mudanças na sua própria visão de mundo.
Por exemplo, Freud
diz que é nessa fase que as crianças passam a deixar a “curiosidade sexual” em segundo plano,
dando foco para brincadeiras e atividades em grupo, como o pega-pega,
esconde-esconde, e passam também a valorizar mais as profissões comuns do
cotidiano. É comum encontrarmos crianças brincando de professores, médicos,
construtores, pois elas passam a ver com mais respeito essas profissões. A
escola acaba sendo o palco dessas mudanças sociais da criança, é nesse lugar
que a mesma passa a conhecer mais do mundo e do seu círculo social, conhecendo
mais profissões e mais “mundos”, digamos. Cria-se até mesmo um sentimento de
aprovação por parte da criança, onde ela busca se sentir realizada ao
demonstrar que sabe como vencer os jogos e brincadeiras.
Nesse contexto
então, chegamos ao período dos 6 anos. A partir de todas essas atividades
propostas no ambiente pedagógico, a criança busca então um lugar na escola, um
grupo em que se encaixe, e consequentemente, ela busca aquelas pessoas que
venham a ser melhores amigas. Esse sentimento começa a se intensificar cada vez
mais durante os anos. Nessa fase, observa-se também a necessidade de
cooperação, onde as crianças passam a buscar a realização de atividades em
grupo, trabalhando também a melhoria e reforço de suas relações mais fortes,
momento em que surge também a questão da competitividade, onde as mesmas
crianças passam a tentar serem melhores do que as outras nessas atividades.
Podemos citar o
filme "Divertidamente", que mostra a protagonista saindo de seu grupo
social já formado para viver em outra cidade, com seus pais. É possível notar
que, a partir dos eventos do filme, a personagem principal começa a passar por
conflitos sociais e psicológicos, justamente por estar em um novo núcleo social
onde não se sente à vontade. Seu relacionamento com seus pais também acaba
sendo afetado, e cada uma das situações coloca a jovem em constante conflito
com seus sentimentos.
Escrito por M. Vinícius Oliveira

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